Acho que não escrevo romances
porque não sei viver.
Não posso construir nuances,
nada tenho a oferecer.
Acho que sou poeta, então,
pois sinto medo de viver.
Só
posso ofertar minha ebulição
interna, eterna a permanecer
em alguém que sabe só
assistir.
Estou tirando de cena
coisas que não quero mais
pessoas que não quero mais
Rumo removendo o resto
estou eliminando o excesso
indiferente a qualquer pena
Quero mais é me ver livre