Sem retorno (21/09/2025)

Eu moro longe até do que é perto,
Em um lugar onde tudo é mato:
Pessoas, moradas, animais, calçamento.

De civilidade o bairro é deserto,
E os corações são de duro cimento.
Não dá pra aplaudir qualquer ato –
Melhor é não ter conhecimento.

Eu moro em um túnel desolado,
No qual não encontro a luz.
Nesse trajeto vil e esburacado,
A esperança sutil me conduz.


***


Conheça a minha obra poética Contudo, em pré-venda pela Editora M.inimalismos. Para isso, acesse o link: "Contudo (sublimações)"




Nenhum comentário:

Postar um comentário