Em meio a este mar de (des)ilusões,
a azul baleia me seduz,
grandiosa, (en)cantadora,
livre e sem fronteiras.
Mesmo que eu não queira
em sua boca adentrar,
os afogados a isso me impelem.
Se a esse rito eu me negar,
não poderei participar da festa.
Uma vez dentro da baleia,
perco a noção do que está por fora.
Não importa. Nada importa!
Para quem está no casulo vil,
só interessa a sua anatomia
e suas possibilidades
de (des)aparecer.
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