Eu moro longe até do que é perto,
Em um lugar onde tudo é mato:
Pessoas, moradas, animais, calçamento.
Em um lugar onde tudo é mato:
Pessoas, moradas, animais, calçamento.
De civilidade o bairro é deserto,
E os corações são de duro cimento.
Não dá pra aplaudir qualquer ato –
Melhor é não ter conhecimento.
E os corações são de duro cimento.
Não dá pra aplaudir qualquer ato –
Melhor é não ter conhecimento.
Eu moro em um túnel desolado,
No qual não encontro a luz.
Nesse trajeto vil e esburacado,
A esperança sutil me conduz.
No qual não encontro a luz.
Nesse trajeto vil e esburacado,
A esperança sutil me conduz.
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