Fome mental (17/07/2026)

O cérebro é um ser divergente,
que precisa de um comer diferente.

Nutre-se da leitura atenta de uma página,
da busca por uma palavra mágica,
do cálculo que almeja a lógica.

Devora fórmulas e operações,
abocanha formas e traduções,
engole rimas e escansões.

Assim, não sei o que é mais triste:
um cérebro faminto
que não recebe alimento,
ou um cérebro sem fome
que nada mais come.

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