A loucura está ali,
dormente,
prestes a desabrochar,
feito fortuita flor,
latente.
A loucura nos afasta
do inevitável padrão.
A loucura nos empresta
indescritível feição.
A loucura é desconexão,
e não a perda da razão.
A loucura é exclusão;
do conformismo, a superação.
Esta vida, portanto,
desgasta e satura.
Todos passam por tanto,
se arrasta a fatura.
Vem sofrida, entretanto,
e se alastra a loucura.

