Minha poesia é uma necessidade fisiológica
que surge urgente e sem nenhuma lógica.
Minha poesia é um bálsamo aos ferimentos
que sutura e cura frágeis sentimentos.
Minha poesia é um aconchegante cobertor
que, no desalento, traz fugaz calor.
Minha poesia é um plantio relegado
que, ao relento, vem sendo regado.
Minha poesia é a minha respiração:
fornece fôlego e emana inspiração.
Minha poesia não se faz sozinha:
depois de lida, já não é só minha.

